Instituições de justiça na União Europeia: intolerância aos imigrantes

Leila Bijos

Resumo


O fenômeno da globalização trouxe amplo acesso aos mais diversos produtos industrializados pelos cidadãos de todos os países do mundo, assim como a efetivação da liberdade, igualdade e fraternidade, que pressupõem os direitos humanos no intuito de construir um caminho que descortina um percurso do homem na busca de um espaço público, com direitos políticos e jurídicos. A liberalização do comércio mundial abriu espaço para uma competição mais acirrada entre as empresas, eliminando as menos competitivas, fortalecendo e expandindo o mercado da disputa, o que redundou em crises sucessivas enfrentadas pelas economias das Américas, da Ásia e da Europa Ocidental. Para os países mais desenvolvidos, tornou-se indispensável uma revisão do modelo de desenvolvimento sustentável, com redução drástica dos direitos essenciais dos cidadãos. Em decorrência da perda dos direitos sociais, aliada aos conflitos e desastres na Síria, no Afeganistão, Angola, Congo, Somália, Sudão, Haiti, e Venezuela, dentre outros países, num contexto de regimes totalitários, de grupos terroristas como o Estado Islâmico e Boko Haram na Nigéria, que produziram um fenômeno global de pessoas deslocadas.


Palavras-chave


Intolerância, imigrantes, União Europeia

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